quinta-feira, março 15, 2012

As 127 horas de Aron Ralston

Não costumo escrever sobre filmes (embora o cinema seja minha paixão), mas vou ter que dedicar um post ao filme 127 horas. Eu já tinha ficado curiosa quando assisti ao Oscar no ano passado e vi que o filme teve seis indicações, inclusive melhor filme e melhor ator, para James Franco – que aliás, está impecável em sua atuação. O filme conta a história verídica de Aron Ralston, estudante aventureiro experiente em cânions. Numa dessas incursões, em maio de 2003, ele decide ir até o Blue John Canyon, no estado americano de Utah. Deixa a caminhonete no estacionamento do parque e pedala por cerca de 20 quilômetros, até chegar à entrada de uma das gargantas do cânion. A idéia era simples: descer a garganta de rapel, já que ela terminava não muito longe de onde ficara o carro e com ele voltar para pegar a bicicleta. Nada complicado, para quem já havia escalado mais de 49 montanhas. Entretanto, durante uma descida, ele cai num buraco e um enorme bloco de pedra desliza, prensando seu braço contra a parede da garganta. Incapaz de removê-lo, ele passa cinco dias e sete horas (127 horas) tendo que se proteger do frio e do calor, com pouquíssima água e comida, (e sofrendo de alucinações por conta disso e da dor), até decidir amputar o próprio braço. Sim, contei o final do filme, mas para quem não assistiu isso não atrapalha a narrativa. Claro que a cena da amputação é chocante e o diretor Danny Boyle garantiu alguns estômagos revirados mundo afora. O mais importante, porém, é a personalidade de Aron e a forma como ele encara o próprio drama. O cara passa cinco dias preso no fundo de um cânion, sem chances de ser encontrado (não tinha avisado ninguém onde estaria, por exemplo) e não perde o foco, nem se deixa abater, mesmo tendo a morte quase como certa. Aproveitando que dispunha de uma filmadora, ele faz alguns vídeos narrando sua situação e até se despedindo da família, além de muitas fotos, inclusive do braço amputado. Chega a fazer graça, em alguns momentos. E experiente, tenta absolutamente de tudo para tentar sair dali, inclusive usando um sistema de polias. A decisão drástica de amputar o braço foi a última tentativa e ele o fez com uma determinação assustadora: usando um canivete com lâmina cega, primeiro quebrou os ossos e só depois foi cortando aos poucos pele, músculos e tendões. Alguém consegue imaginar isso?? É de um sangue frio inimagináveis. Claro que é difícil prever como agiremos em situações extremas, onde nossa sobrevivência está ameaçada, mas a personalidade e a desenvoltura com Aron lida com a situação são impressionantes. Em nenhum momento ele se desespera ou perde a concentração. A meta dele é sobreviver e sair dali. E consegue: depois de amputar o braço, ainda desceu de um penhasco de 18 metros e percorreu quilômetros até ser encontrado e socorrido por um grupo de pessoas. A essa altura, estava a penas 2 quilômetros de onde se encontrava sua caminhonete. E tudo isso foi narrado com maestria pelo diretor, que conseguiu um filme eletrizante com apenas um personagem. Além da atuação de Franco, tem a fotografia belíssima e os takes de delírio do personagem, que garantem a agilidade e se contrapõem aos momentos de tensão (e solidão) de Aron. Hoje Aron ganha a vida dando palestras motivacionais, nas quais relata sua história de superação e escreveu um livro biográfico, “Between a Rock and a Hard Place”. Engana-se quem imaginava que o episódio o impediria de continuar escalando. No braço amputado, ele instala próteses que variam conforme as necessidades das escaladas. A grande diferença é que agora sempre avisa onde está indo. Uma história incrível, não?

quinta-feira, março 08, 2012

Prato do dia

Filé à Oswaldo Aranha (baby-beef com bastaaaante alho, servido com arroz branco, chips de mandioquinha e uma farofinha deliciosa)

Madura sim, velha nem pensar

Outro dia me deparei com umas ruguinhas...Nada de mais, coisa leve mesmo. Mas só aí me dei conta que daqui a pouco faço 40. Quando me olho no espelho vejo que estou ótima, especialmente quando vejo menininhas de 24 anos tão acabadinhas.Mesmo assim, achei que era hora de investir num bom anti-idade, o meu primeiro. E comecei logo com Lancôme, que é pra não dar chance para as famosas rugas ou "linhas de expressão". Nos olhos, vou de Dior, que é pra nenhum pé de galinha desavisado se meter a besta. Gastei uma fortuna – claro – mas acho que tem valido a pena. Minha pele ficou mais viçosa, clareou e aquela ruga enxerida foi pras cucuias. A compra na Lancôme, aliás, foi ótima: bom atendimento, preço razoável e amostrinhas grátis (ebaaa!). Sei que tenho uma genética boa, mas vale o conselho: é melhor prevenir do que remediar. Por isso a pia do meu banheiro tá parecendo uma prateleira da Sacks....

Imagem não é nada!


Tenho que falar: como as pessoas são condicionadas, não? É impressionante a quantidade de pessoas que faz questão de não pensar e de fazer exatamente o que os outros fazem, simplesmente porque “tá na moda”.
E a moda agora é fazer média em público. As pessoas estão usando mídias sociais (como o facebookson) para criar uma imagem que, pra mim é patética. É um tal de “obrigada Deus” ou por tal coisa. Por que não agradece em silêncio, rezando? Porque certamente o Senhor está com seu notebook branco no colo, 24 horas, esperando fiéis que querem agradecer alguma dádiva desse jeito! E que tal o “bom dia povo lindo” ou “bom dia povo do face”? Aposto que não cumprimentam nem o vizinho no elevador e vem fazer tipinho na rede.
Pior é quando expõem a vida pessoal!! Gosto das redes sociais, mas tem gente fazendo muuuuuuita média. E eu não tenho paciência para isso. Talvez esteja ficando velha mesmo....

sábado, julho 23, 2011

Enfim, o descanso

No começo da tarde, estava me preparando para ir ao shopping, quando me bateu uma vontade irresistível de ouvir Amy Winehouse. Ouvi enquanto acabava de me trocar e só mais tarde, quando encontrei um amigo, ele me deu a notícia.
Ainda não sei de nada, como foi, a causa, quem encontrou o corpo. Ele só me disse que tinha ouvido sobre a morte, mas que ainda não sabia os detalhes. E é sem saber de nada e com muito pesar que escrevo este post.
Sempre achei a história dela muito trágica. Lembro que uma vez, numa das minhas incursões pela internet madrugada adentro, fiz uma pesquisa completa sobre ela. O começo, o primeiro CD, as músicas, a paixão pelo marido, a decadência. Mergulhei fundo na história, li matérias, artigos, blogs, vi vídeos, entrevistas, shows, apresentações e, claro, zilhões de fotos. Quando mais me aprofundava, mais chocada eu ficava.
É fácil traçar um histórico a partir das primeiras aparições, quando ela ainda tinha uma carinha saudável, cantava divinamente e tinha até um quê sexy. Ainda não tinha o visual anos 60, mas a voz era a espetacular de sempre. Era uma menina sendo descoberta pelo mundo, naquela época, embora a imagem que a maioria guarde dela seja outra. Uma Amy de uma magreza cadavérica, dentes faltando, em muitas fotos bêbada, com pó no nariz, ar distante, bituca de cigarro entre os dedos, unhas sujas, descalça, correndo alucinada pelas ruas. Lembrava em muito os drogados da Praça da Sé ou do Centro Velho de São Paulo. Algumas fotos dela realmente chocam, especialmente quando comparadas às daquela moça de olhar atrevido e visual quase comportado do primeiro álbum, Frank.
Já no fundo do poço, numa tentativa inútil de melhorar a aparência, colocou silicone e a mim ficou mais estranha ainda: esquelética e com aqueles peitos artificiais que destoavam do resto. Ao menos mostrava que ainda existia o resquício de uma Amy vaidosa, apesar de tudo.
Ela tinha apena 27 anos, mas parece ter vivido um milhão, tamanha a quantidade de altos e baixos de sua curta carreira. Era uma mulher intensa, passional, mas extremamente frágil. Em pouco tempo deixou de ser a cantora brilhante para ser a “cantora-problema”, a bad girl, ou simplesmente a maior drogada do showbizz. Cruel, a imprensa a transformou numa caricatura, quase uma piada. Cada movimento seu era vigiado de perto e se sua performance nos palcos não era a mesma, os arroubos na porta de casa, as brigas, bebedeiras e escândalos em pubs, bares e hotéis sempre rendiam assunto para os jornalistas e urubus de plantão. À medida que definhava na frente de todos, o mundo parecia apenas aguardar o dia de sua morte. Até um bolão especulando a data foi criado. Parecia que ninguém acreditava numa recuperação.
Quando ela veio ao Brasil, mais gordinha e animada, achei que as coisas estavam tomando o rumo certo, que ela estava, enfim, se recuperando. Porque no final, foi isso que ela sempre foi: uma pessoa doente. Primeiro dependente daquele marido filho da puta, Blake Fielder-Civil, a primeira droga da vida dela. Depois, das drogas propriamente ditas, justamente apresentadas por ele. Sempre imagino como teria sido a vida ela se não o tivesse conhecido. Talvez anos de carreira, muitos CDs, shows perfeitos. E nós sendo apresentados com uma voz não inconfundível.
Ouvir Amy é sempre viajar, entrar em outra dimensão. Infelizmente, o sonho acabou. Durma bem, Wino.






quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Gueixas


Outro dia eu estava assistindo TV e dei de cara com a Dani Suzuki apresentando a nova temporada do programa “Pé no Chão”, no Multishow, direto do Japão, mostrando o mundo das gueixas. Fiquei nas nuvens, claro. Sempre digo, eu devo ter nascido na terra do sol nascente em outra vida!! Coincidentemente, eu tinha assistido poucos dias antes o filme “Memórias de uma gueixa”, que eu amo de paixão (embora me faça lembrar da minha Hatsumomo, uma editora japa que tava mais para Yakuza e que infernizou minha vida, fazendo eu me sentir tão miserável quanto a pobre Chiyo, do filme).
Fiquei chocada com a atitude da Dani. Primeiro, ela estava com uma cara amarrada, como se tivesse odiando fazer a matéria. No começo, achei que fosse um pouco de charme, mas depois percebi que ela estava mesmo incomodada: com a roupa, os sapatos, o penteado, os costumes, a cultura. Reclamou de quase tudo e em alguns momentos dizia não entender como as moças suportavam aquela vida. Mal-educada! Achei de um profundo desrespeito, não só com a cultura e com as pessoas que a receberam lá, mostrando como funcionava aquilo, mas até com o próprio telespectador. Se for alguém como eu, então, chata e fã da cultura japonesa, danou-se tudo. Pior foi quando ela soltou a frase “é bom a gente conhecer um mundo tão diferente, uma realidade tão diferente da nossa”. Vamos combinar: a pessoa, de descendência japa, não está tão longe das gueixas assim, né? Não adianta dizer que é “garota carioca” não, por comigo não cola. Zero pra ela.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Denise Johnson sai da GM


Exatos sete meses após o anúncio de que assumiria a presidência e diretoria geral da General Motors do Brasil, a americana Denise Johnson anunciou hoje (22) que vai deixar o cargo. A executiva não revelou o motivo real de sua saída, limitando-se a alegar “motivos pessoais”.

A nomeação de Denise ocorreu em junho de 2010, quando a GM anunciou sua nova estrutura organizacional, envolvendo a criação da GM América do Sul, que passou a ser comandada por Jaime Ardila, antecessor de Denise. Antes de liderar a GM Brasil, a executiva ocupou o posto de vice presidente de Relações Trabalhistas da organização.

Primeira mulher a comandar a empresa no País, a expectativa era grande em torno da atuação de Denise. Eu, particularmente, esperava que ela promovesse mudanças significativas, mostrando ao setor, tradicionalmente masculino, que as mulheres também entendem de carro. Uma pena.

sábado, fevereiro 19, 2011

Separados no nascimento

Gente, o Mark Stephens, um dos advogados do Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, não é a cara da Susan Boyle?? Praticamente irmãos!!!!






sexta-feira, novembro 19, 2010

Deuses da comunicação



O jornalismo continua me impressionando. É uma profissão deliciosa, que pode te levar a momentos de pura realização e sensação de dever cumprido. Em contrapartida, é uma profissão que facilmente te desvirtua e não é raro perceber alguém perdendo noção da realidade e se esquecendo da ética, do profissionalismo e do verdadeiro significado da profissão. Depois da expressão “quarto poder”, muitos jornalistas deixaram de ser meros mortais e tornaram deuses.
Esta semana passei por uma situação que me evidenciou isso: demiti uma repórter. Era para ser uma coisa simples, já que ela ainda estava em experiência. Não tinha o perfil da empresa e também não sabia se queria continuar aqui – disse isso inúmeras vezes, sem cerimônia e em ocasiões diferentes.
A reação dela, porém, me deixou surpresa. Saiu revoltadíssima, garantindo que diria a todos que eu a tinha demitido. ???. Uma ameaça, mas na hora nem percebi. Algumas ligações depois, saiu batendo o pé, com nariz empinado e, com um ar de puro deboche, disparou: “Estou indo para a revista X”. “Ótimo”, pensei. Vá com Deus e a pomba do divino, como diz minha sábia mãe.
Mais tarde, avaliando a situação, me perguntei o porquê de tudo aquilo. Que tipo de pessoa age assim? Alguém que trabalhou em Brasília. Alguém que tem um namorado também jornalista e, dizem, mega conceituado. Que trabalhou em ministério e jornal de grande circulação. E daí? Nada justifica os absurdos ditos, a ameaça, o tom de desdém em relação à empresa que estava deixando. Até agora não sei se foi a demissão em si, a minha justificativa ou o fato de termos discutido um pouco antes, por causa de algumas alterações que ela se recusou a fazer em uma matéria. Qualquer que seja o motivo, mostra que ela se julgava boa demais para trabalhar comigo ou com a equipe. Aliás, ao que parece era boa demais também para atuar no ministério ou no jornal (uma amiga em comum disse que ela saiu rápido de ambos os lugares e brigando com as respectivas chefias).
Uma pena. Era competente, apurava bem e tinha um bom texto. Mas pelo jeito, se julgava acima da profissão. Acho que ela tinha chegado ao perigoso estágio de se imaginar integrante do olimpo da comunicação, sendo um daqueles seres iluminados, que pode fazer ou dizer o que quer sem sofrer nenhuma conseqüência. Um erro comum, já que jornalistas são pessoas comuns e um veículo de comunicação é uma empresa como outra qualquer.
Talvez ela tenha se inspirado em Mercúrio, deus dos escritores, intelectuais e jornalistas, e que representa a inteligência e a comunicação. Só que Mercúrio também proteje aos ladrões e é considerado o mais trapaceiro dos deuses, justamente pelo poder da comunicação. Talvez ela devesse se espelhar mais em São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas. Ou mesmo em Santa Clara, que protege contra a falta de comunicação...

domingo, novembro 07, 2010

Como uma deusa



O que não é o ócio...a pessoa fica em casa, sem ter o que fazer, aí começa a fuçar em sites e se depara com a seguinte chamada:

“Depois de quase perder a mandíbula por cirurgia malfeita, Pete Burns faz plástica”

Ah vá!

O vocalista da banda Dead or Alive disse ter feito lifting e corrigido a área dos olhos. “Mexer no rosto para mim é como comprar um sofá”


Perdoem o trocadilho, mas a notícia é fresca, porém não exatamente uma novidade: mais uma plástica feita pelo(a/??) ilustríssimo cantor inglês Pete Burns? Só falta isso mesmo, arrancar um teco. Já mexeu onde deu, mudou tudo de lugar e agora só falta tirar alguma coisa para virar de uma vez uma coisa totalmente disforme. "Ô seu médico, perdi a mandíbula? Blz! Põe uma de aço no lugar. Assim, ao invés de transformista vou parecer um transformer! Praticamente o Optimus Prime!!"

Bom, de cara, esclareço que o caso Pete Burns me intriga. O Pete, essa criatura que mais parece uma mistura mal acabada de Rosana com Cher (e primo da Elke Maravilha), já foi um homem – muito bonito, diga-se de passagem. Nos anos 80, ele foi vocalista da banda Dead or Alive e me fez dançar muito ao som de músicas como “You spin me round” e “Come home with me baby”. Só que surtou ao deixar que a alma feminina passasse a ditar sua aparência - uma alma de tremendo mau gosto, devo ressaltar.

No auge do sucesso, o Pete era fofésimo e, apesar do comportamento, digamos, atrevido (usava maquiagem carregada, roupas coladas, unhas compridas e pintadas e desmunhecava ao ver um bofe que era tudo!), garantia ser um homem bem resolvido, tanto que era casado com uma mulher, como determina o manual hétero. Não era gay, apenas um homem moderno e “aberto a novas experiências”. Aham. Até aí, tranqüilo.Com o fim do casamento de mais de 25 anos, Pete assumiu o lado Rosana, com direito a bochechas e lábios absurdamente inchados, além de outras 100 intervenções no rosto e corpo. Ah, e aproveitou a libertação para casar com outro cara. Tipo...Hello?? Cadê o homem resolvido??? Resolvido a agarrar um bofe, pelo jeito.

O fato de ter se assumido não é nada. Se tivesse se assumido e continuado gatinho, faria o maior sucesso. Ia ter fila de bofe querendo dar uma sapecada. O grande problema é ter decidido virar mulher e ter se transformado numa baranga de prima!! Pete, meu filho, podia até ter mudado de sexo, mas podia ter continuado bonito. Vide aí exemplos tupiniquins, como Roberta Close, Renata Finsk e até a amiga do jogador Adriano, Patrícia Araujo. Todas são mulheres(!?) esplendorosas. Agora você....que boca é essa?? Aliás, a cara toda parece que vai explodir a qualquer minuto, de tão inchada - resultado das injeções de poliacrilamida. Os cachos já eram e agora ele ostenta uma longa cabeleira lisa e preta, em contraste com a pele branca, num visual meio Morticia Adams. Mas o erro mortal foi deixar a pança de chopp (tão comum nos homens) crescer. Parece uma Rosana/Cher/Morticia/Elke Maravilha prestes a parir um alien. Pior é que ele(a) já tem 51 anos, o que significa que começou a descer a ladeira. E as roupas, meu Deus?? É cada peça horrorosa, com cara de bazar mequetrefe organizado pela manicure vizinha da minha mãe. Já apareceu loiro, moreno e até com o cabelo verde. Não adianta, não há Marco Antonio di Biaggi e Fernando Torquatto que dêem jeito numa aparência tão bizarra.

O que ele(a) vai fazer quando aparecer mais rugas e pés de galinha?? Esticar mais? Não é à toa que a mandíbula quase foi pro buraco. Agora imaginem a criatura feia do jeito que é, e sem mandíbula!!! E pensar que ele foi só “corrigir os olhos”. É, ainda está enxergando - isso deve ser ruim. Resumindo, o Pete é doido de pedra e encontrou um mais doido ainda disposto a casar com ele. O que me faz pensar na minha mãe dizendo que para todo pé inchado, tem sempre um chinelo velho. Vale a pena ver o antes e o depois da criança:

















sábado, novembro 06, 2010

Rock nacional de qualidade


É totalmente imersa em nostalgia que escrevo este post.
Estou com a veia oitentista mais saltada do que nunca, culpa do último episódio do programa “Por toda a minha vida”, da Globo, que falou sobre a banda RPM.
Ah, minha adolescência....Quanta saudade!!
Ao som de Louras geladas, Olhar 43, Revoluções por minuto e até da enigmática Naja, eu curti muito. Mesmo! Até fui a um show deles (só não lembro onde...rs). É maravilhoso ouvir aquelas músicas outra vez e perceber o quanto o Paulo Ricardo era um ótimo letrista. Apesar dos anos, muitas letras se mantiveram totalmente atuais, como em Alvorada voraz. Foi uma loucura o sucesso deles: a mulherada era histérica, enlouquecida, especialmente com o Paulo Ricardo e o Deluqui (realmente, ambos um espetáculo, apesar do mullet horroroso e das ombreiras gigantes). As letras eram fortes, inteligentes, bem escritas e cheias de mensagens. E ainda tinha o Schiavon, com os sintetizadores dando um toque modernoso à coisa toda. Sucesso instantâneo, queda idem. Uma pena, já que a banda acabou meio esquecida pela galera. Acho que ego foi mesmo um problema, mas não muda o fato de os integrantes serem talentosos e merecerem respeito - ainda que o Paulo tenha cometido algumas gafes terríveis, como bancar o semi-Wando durante um período. A verdade é que os caras venderam mais de 3 milhões de discos e viraram lenda. Bom, eu continuo navegando pelos mares dos anos 80, guiada pelo RPM, Zero, Metrô, Ultraje a Rigor, Biquíni Cavadão.....Nessa época sim, existia rock brasileiro!

sexta-feira, setembro 24, 2010

Eleições 2010: candidatos ou integrantes de circo?



E o horário eleitoral continua diversão garantida.....Tem candidato para todos os tipos e para todos os gostos. Impossível não rir e, ao mesmo tempo, não se indignar com as criaturas que invadem nossa TV. É um desfile de barbaridades, uma esculhambação total daquilo que deveria ser um exercício de conscientização e não apenas da tão aclamada democracia. Partindo do Tiririca, que continua ridículo, mas deve ser campeão em votos (fato que tem irritado muita gente, inclusive o novato Paulo Skaf) apesar do cínico slogan “Vote Tiririca, pior do que está, não fica”, passando por Suelen Aline (nome de piriguete, vamos combinar!), vulgo mulher-fruta, mais especificamente, uma Mulher- Pêra (que já ganhou a simpatia de um desorientado Suplicy), Netinho de Paula (praticamente um "homem-fruta", que gosta de balançar a JACA e praticar boxe com as esposas), Caju (sem o Castanha - ainda bem, porque seria fruta demais em Brasília), Maguila (nosso Rocky Balboa tupiniquim que, ao contrário do Netinho, não pratica mais boxe com ninguém porque ganhou muitos quilos extras e agora só vai lutar "pelas criança"), Kiko e Leandro (os meninos do KLB, grupo que pelo jeito faliu e, apesar de não dançarem, não cantarem e nem lutarem por nada, são devidamente “apadrinhados” por Zezé Di Camargo - ser apadrinhado é justamente a última moda nessa eleição), Lecy Brandão (que não quer saber de moda, nem de desfile, muito menos de carnaval, pois cansou de comentar e decidiu ganhar uns trocos na política), Ronaldo Esper (aquele que, apesar de ainda se imaginar no mundo da moda, passa o tempo surrupiando vasos no cemitério), uma dupla (não sertaneja) de “Lucianos”, que são uma versão mais jovem do saudoso Enéas e berram como o mestre, o marido da Mara Maravilha (que agora é uma serva do Senhor e apóia o marido, obviamente, também “iluminado”), Vampeta (o super dotado), passando por candidatos anônimos absolutamente assustadores, com caras esquisitas, vozes estranhas, caras engraçadas e nomes esdrúxulos: Nice da Chinela, Chinelo (podia dar casamento, né? os dois não soltam as tiras...), Cigana, Boca Nervosa (??), Mancha...Enfim, o que se vê é um festival de pessoas muuuito esquisitas e que nada vão contribuir com o País. Isso sem contar os políticos "de verdade", como o excelentíssimo Sr. Valdemar Costa Neto. Este merece um mini CV: ex-deputado federal (pois é, a critura já renunciou, mas tá tentando voltar), ex-presidente do PL, ex-amigo do peito de Delúbio Soares, Valdemar foi acusado de estar envolvivo no escândalo do mensalão e chegou a admitir ter recebido propina. Para coroar a vida pública, ele também foi alvo da imprensa ao terminar seu casamento com a socialite Maria Christina Mendes Caldeira, a qual o digníssimo marido resolveu expulsar de casa sem maiores explicações e, ao não ser atendido, mandou cortar luz e água da casa, enquanto ia passear com uma ex-namorada pela Amazônia. Um exemplo de conduta não? Como homem, marido e, claro, parlamentar....Que infortúnio!!! Cuidado com seu voto no dia 03. Essas criaturas podem te assombrar por quatro longos anos.

domingo, agosto 22, 2010

Morte da TV aos domingos


Em pleno domingo, eu quase me desintegrando de preguiça, sem vontade sequer de existir, resolvi dar uma zapeada na TV. Passei pela Globo no exato momento em que o Faustão apresentava o quadro onde mostra a profissão dos artistas antes da fama. E aí ficou claro que a platéia do programa é tão lesada quanto o apresentador. “Essa pessoa é atriz, nordestina e tem 3 filhos”, dizia o chatolino ex-gordo. Resposta de alguém da platéia “Cléo Pires?”. Sem comentários. “Essa pessoa é cantor, carioca e já participou muito aqui do programa”. Resposta: “Marcos Pasquim?”. Claro, que começou a cantar hoje”, ironizou o gordo. Hilário! rs. Outra tentativa. “Neymar?”. ????. Novamente, prefiro não comentar. Mais dicas vieram. “Cantor, carioca, e começou a vida catando caranguejo. “Reinaldo Gianechinni?”. “Jesus!”, pensei. “O Giani andava atolado no mangue lá em Birigui, claro...Deve ter sido lá que conheceu a Gabi. Povo sem noção!!”. Daí o Fausto deu o golpe de misericórdia. “O nome dele é Claucirnei Jovencio”. De repente, entra o (Claudinho e) Buchecha e diz “É, Fausto, começei minha vida catando caranguejo”. Claucirlei Jovencio???? Desliguei a TV. Alguém salve os domingos!!!

Separadas no nascimento

A propósito, vou inaugurar uma nova seção aqui: separados pelo nascimento.
Vou começar pela Mariah Carey. Ela não é a cara da Cristina Galvão, a Filó,que cuidava das "rolinhas" de um tal coronel, na novela Tieta? (Quem não conhece, joga no google). Se a Cris clarear o cabelo, pode bancar a diva!!

















Rechonchudinha, né?


Well...E contrariando as expectativas, a Mariah Carey veio mesmo para o Brasil, cantar pra peãozada. Particularmente, não gosto dela, mas não poderia deixar de comentar a passagem da moça por aqui. Primeiro, porque duvidei de que a “diva” (?) realmente viesse. Segundo, porque eu tava louca pra comentar sobre o visual da criatura que, entre quilos a mais e especulações sobre uma gravidez (ela anda balofinha há tempos, mas o tal filho nunca nasce!), ela mostrou, mais uma vez, que é muito sem graça. Pior é que sempre insiste numa atitude sexy, com vestidos apertados e o peito sempre explodindo num decote gigante. Ontem, em Barretos, ela estava até comportada. E brega, claro. Um vestido tipo princesa, no melhor estilo “Encantada”, só que preto, horroroso, que deixou ela mais parecendo um bolo de festa. Um vestido curto, brilhante, com o famoso decote, também não ajudou. E finalmente, uma camiseta branca, com um casaco por cima, xôxo, não conseguiram esconder a pança dela. Será que a Mariah tá grávida de novo?? Vai ver eram só gases, coitada...

Foda-se!!!




Nossa...Agora que percebi que fiquei tanto tempo sem escrever. Péssimo....Não acredito que abandonei a pobre caixa preta, principalmente porque tinha zilhões de coisas pra contar. Bom, como diz minha mãe,antes tarde do que nunca!


Retomo, então, ao post anterior. Sim, eu me mudei. Não, não gostei. O lugar era péssimo e eu, definitivamente, não conheço direito Santo André, então não sei porque cargas d'água achei que ia gostar de lá.


Só queria registar um comentário sobre a maldita empresa que fez a mudança: transportadora 10 (que de 10, só leva o nome). O atendimento foi péssimo, a equipe totalmente despreparada e o resultado não podia ser outro: um monte de coisas danificadas, de estante e armário arranhados a vidro de mesa quebrado. Até aí, relevei. Mas quando o cretino do dono começou a me evitar, querendo me enrolar ao máximo, tive a certeza de que ali rolava picaretagem pura. Foram dezenas de ligações, solicitações, acordos e nada cumprido. As coisas ficaram do mesmo jeito e eu, sem muito tempo pra ir atrás dos meus direitos, acabei deixando a coisa passar, depois de mais de 2 meses tentando fazer com eles resolvessem meu problema. Fiquei tão ocupada tentando sair do meu ex-quase-perfeito-cafofo-novo que deixei aquela gente sem a devida denúncia. De qualquer forma, vale o registro. Quem se dispuser a fazer uma mudança, passe longe da tal transportadora 10.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Na rua dos bobos, nº zero


Prestes a mudar de cafofo pela milésima vez, eis que dou de cara com a nova lei do inquilinato. Das notícias que li, percebi que todo mundo dizia que a tal lei ajudaria as pessoas na hora de alugar um imóvel, mas avaliando cuidadosamente percebi que a coisa não é bem assim. Pra mim, os maiores beneficiados serão os próprios locatários. Sabe os locatários? Aquelas pessoas idôneas e de bom coração? Aqueles seres iluminados, com vários tetos disponíveis e que, de tão bons, resolvem disponibilizar um teto para quem não dispõe de um? Pois é, são eles os verdadeiros injustiçados e por isso a lei vai dar uma força. Eles sofrem na mão de odiosos inquilinos, aqueles seres do mal, desprovidos de grana pra comprar a própria casa e que nem reconhecem a sorte que tem, muitas vezes se recusando a pagar o aluguel (e daí que perdeu o emprego?!). Aliás, nem cuidar bem do imóvel conseguem. Afinal, como li num jornal de grande circulação, é absurdo alguém ter 80 imóveis e não alugar porque tem medo de ter inquilinos ruins. Coitados...."Ó céus, como é difícil ter todas essas casas!”. O que é mais difícil: ter trocentos imóveis e medo de alugar ou ter que enfrentar a dura batalha de conseguir alugar? Ter que se submeter a um rigorosíssimo processo de avaliação, vender a alma ao diabo e à seguradoras , pagar uma taxa absurda para uma simples avaliação e, se aprovado, pagar um aluguel e meio (ou dois) pelo seguro-fiança (pelo simples fato de atualmente ninguém se arriscar a ser fiador) e, o melhor de tudo: pagar durante intermináveis 30 meses um valor alto e que sabemos que nunca voltará? O que será mais penoso??? Inferno.
Com a nova lei, o despejo será mais rápido, por exemplo. Atrasar o aluguel, nem pensar!!! No máximo, duas vezes. Se por acaso esquecer, na terceira fodeu. Se o fiador também encontrar um fulano que ofereça um valor mais alto do que o que você paga, fodeu também. Ele tem o direito de te chutar de lá. Problema seu se não tiver pra onde ir. Acredita-se que os preços devem cair, pois haverá aumento na oferta de imóveis (particularmente duvido muito que locatários e imobiliárias queiram diminuir sua rendinha extra). Dizem também que será possível alugar sem um fiador. Então tá! E vão morar todos juntos: papai noel, coelho da páscoa e o saci pererê. Se isso se tornar uma prática, corto minha mão fora. Ou melhor, meu precioso cabelo....rs...E ainda tem a questão da multa rescisória que, segundo verifiquei, a partir de agora passa a ser proporcional. Como assim, “a partir de agora”?? Há anos fazem isso! As imobiliárias sempre cobraram multa proporcional. Então, antes não era lei? Todas disseram que era! Fiquei rosa-chiclete. Isso sem contar que o seguro só pode ser feito pela corretora que a própria imobiliária indica e que provavelmente deve ser de algum parente do dono da merda da imobiliária! Ou dele mesmo!!!!!! Respirei fundo, mentalizei um mantra e me acalmei.
Munida dessas informações e ciente de que a lei já estava em vigor, tentei argumentar na imobiliária. E ao propor que me alugassem sem seguro-fiança ou fiador (o que diziam ser fácil), a moça da imobiliária me olhou como se eu fosse um E.T. Depois exibiu um risinho sarcástico, quase de desdém, enquanto examinava as unhas descascadas e dizia que o proprietário não faria contrato sem um ou outro. Fiquei imaginando como seria bom eu dar um tiro naquela cara de sonsa e acabar com aquele risinho cínico!!! Nas entrelinhas, ela deixou claro que se eu não concordava, eles alugariam para outra pessoa. Assim, tive que enfiar o rabo entre as pernas e dizer amém. Decidi que a partir de agora, vou economizar pra comprar meu próprio cafofo. E vou dizer adeus à máfia dos aluguéis.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

A cinderela da periferia



Eu sei que estão todos meio de saco cheio de ouvir falar da Geyse Arruda e até evitei falar a respeito, mas depois de ler e ouvir tanta coisa, decidi que não podia ficar de fora.
Ainda mais depois que descobri que a criatura agora anda com síndrome de estrela, pedindo camarim exclusivo e cesta de frutas (é, ela descobriu que precisa fazer regime). Só faltou pedir 100 toalhas brancas felpudas para garantir o status de celebridade.
Obviamente não cabe a mim julgar o tal incidente na faculdade, mas como existe liberdade de expressão, posso dar meus pitacos. De cara, digo que acho um exagero essa fofolete ficar aparecendo o tempo todo como se fosse realmente uma celebridade ou alguém que tenha muito a dizer. Ela nunca tem muita coisa a dizer e isso é evidente em todas as entrevistas. O pior é a mídia insistir em nos enfiar a fulana goela abaixo, como se quiséssemos dar de cara com ela repetindo sempre aquela mesma história do tal vestido rosa em todos os canais de TV, jornais e revistas. Concordo com a Hebe: já foi, já resolveu, chega.
Claro que achei uma estupidez o que fizeram com ela, mas, sem querer bancar a advogada do diabo, duvido muito que ela seja a boa moça que andam vendendo por aí. Uma olhada atenta nas fotos dela (geralmente usando trajes minúsculos, que ela assumiu gostar de usar sempre), e o que vemos é muito beicinho, olhar de femme fatale e poses duvidosas. O problema, minha gente, é que ela deveria saber que a maneira como nos vestimos diz muito de nós e causa impressões. Sou mulher e sei a reação que um vestido um milímetro mais curto provoca. Repito, nada justifica a atitude retrógrada, mas daí a transformarem ela num ícone já é um pouco demais. E é exatamente isso o que estão fazendo: a pessoa está virando uma referência para a juventude (!), um exemplo de injustiça, de preconceito e - a cereja do bolo – exemplo de mulher bonita e gostosa (!!!!!!!!!!!!!!!).
Ela pode ter sido hostilizada, humilhada, ridicularizada e bla bla bla (cá entre nós? sempre me pergunto o por quê daquele povo da faculdade estar tão irado...Será que foi só pelo vestido mesmo? Bom..xapralá!), mas chamar ela para posar em revista masculina é quase um crime! Ela é feia sim. E gorda também. Aliás, era. Acabou de entrar na faca e passou horas em uma mesa de cirurgia retirando enormes fatias de bacon da pança, enxertando na bunda (nunca tinha visto gorda sem bunda) e ainda colocou silicone nos peitos caídos (e quem duvida disso, é só dar uma olhada numa matéria do Fantástico e ver o “lourão” com um vestido decotado e um par de peitos muito parecido com os de uma mãe de oito filhos). Dizem que o corpo da moça foi totalmente remodelado e inspirado no de ninguém menos que Carla Perez. Dizem que o Fantástico, comprovando o péssimo programa que se tornou, mostrou o resultado antes da moça exibir o novo corpitcho durante o carnaval (pois é, ela vai desfilar pela Gaviões da Fiel). Bom, agora só falta ela ir depois no Jô e dizer que o hobby preferido dela é um preto...

quarta-feira, novembro 11, 2009

In the dark


Este post é um tanto diferente. Está sendo escrito no meio do apagão que, se confirmado, será mais um que entrará para a história brasileira: as 20 turbinas da usina de Itaipu pararam e oito torres caíram. O resultado é o caos total nas regiões Sul e Sudeste, que ficaram na escuridão e enfrentam problemas como trânsito caótico (imagine quem está parado agora em algum cruzamento de São Paulo), falta de transporte coletivo, dificultando o retorno para casa, bem como dificuldade em hospitais, aeroportos, telefones sem funcionar, além da falta de informações concretas (o único veículo que consegue passar alguma informação é o rádio – o celular do Caio nos salvou).
Fica a dúvida sobre até quando vai durar essa situação. A expectativa do governo é de que a situação se normalize durante a madrugada e eu espero realmente que esse lance se resolva. Sou uma mulher urbana e apesar curtir um pouco a situação, achando até agradável desligarmos tudo e ficarmos simplesmente conversando, sinto falta de acessar a internet agora e saber exatamente tudo!!!
Qual terá sido a causa? E as conseqüências? Será que houve casos de violência, assalto? O povo tá todo se manifestando: o ministro Lobão está no rádio agora, tentando acalmar os jornalistas com informações pouco precisas. Agora há pouco era o Kassab. E certamente a essa altura alguém já tirou o Lula da cama: ("calma companheirosss....que saco, eu já ‘tava’ de pijama!").
Ninguém sabe ao certo, claro, já que fica difícil detectar as causas do problema agora. O governo informou que o problema não foi na geração e sim na transmissão, mas acredito que seja cedo para alguém afirmar qualquer coisa com certeza.
Aproveitei para escrever um pouco, já que estou sem sono ainda e estou curiosa sobre o andamento da situação. E aproveito para lembrar que há exatamente 10 anos houve outro apagão como esse, em 1999. Meu Deus, será que o nove é um número cármico, nesse caso? Tomara que nada de muito grave aconteça...
Bom, como eu disse, sem energia regredimos em muita coisa, mas ganhamos outras. Jantamos à luz de velas (sim, romântico, não fosse o cheiro de cera que inunda a sala...rs), conversamos um tempão (inclusive com os vizinhos, que saíram todos para suas respectivas varandas) e provavelmente dormiremos cedo (coisa que não costumo fazer).
Até que não está sendo ruim...Aproveito para terminar o post com uma indagação do meu filho: “nossa, não somos nada mesmo sem eletricidade, né mãe?”. É...não mesmo.

segunda-feira, maio 11, 2009

Freaks? Freak Le Boom boom!


Esse post é para avacalhar, pura e simplesmente.
Pessoas, olhem bem para essa criatura aí do lado. Reconhecem? Meg Ryan, a namoradinha da América na década passada. Pois bem. Será que alguém pode me explicar como a queridinha dos EUA ficou a cara da Gretchen???
Jesus!!! O que ta acontecendo com esse povo?
Descobri que ela estava com essa cara horrorosa outro dia, por acaso, no trailler de um filme. Quase não reconheci. O que aconteceu com ela? Síndrome de Melanie Griffith? Ou da Cher? Totalmente freak!!
Cadê a moça de rosto delicado de Cidade dos Anjos?
Se continuar assim, Meg querida, acho que se não rolar mais bons papéis, você pode aportar em terras brasileiras e tentar carreira como cover da rainha do rebolado. Não tem a busanfa da outra, mas isso é um detalhe...O beiço tá igualzinho!
Para testar, to quase levando essa foto para mostrar para a Verinha, mãe de todos da redação e que tem pavor da Gretchen: “Ela tem olhos fundos, esquisitos...Quando ela aparece na TV, mudo de canal, credo!”
Pois é, Meg, o povo tem medo desses bicos esquisitos, de olhos igualmente estranhos, puxados demais, de maçãs do rosto saltadas, de rostos que parecem de cera. E chega um momento em que nem o "boom boom" salva!!!

quarta-feira, maio 06, 2009

Padecer no paraíso....MESMO!


Trabalho, trabalho e mais trabalho. Meu editor teve um AVC, está afastado por tempo indeterminado e, no susto, tive de assumir como editora. De quebra, a e empresa resolveu lançar um novo título e, com a equipe pequena, tivemos que nos virar, o que não foi fácil. Eu, incumbida de fechar também essa publicação, me vi às tantas com zilhões de tarefas. Pautar o povo, fotógrafo, fechamento, matéria para escrever, fechar no prazo... O pior: amo muito tudo isso!!!!! Trabalhar até tarde, apagar incêndio, ter que fazer mil coisas ao mesmo tempo. Isso simplesmente me alucina! Workaholic? Sei lá, talvez. No meio disso tudo, decidi contratar um frila para nos ajudar. E não é que ela se saiu bem? A matéria ficou boa e eu me senti ajudando alguém (como nunca fizeram comigo nos tempos da facu...). Agora é só esperar a revista sair do forno!

E não é que existe vida após um pé na bunda?


Nem acredito que fiquei tanto tempo sem escrever.... I’m sorry!
De cara, digo que, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, inclusive ele, a quem eu quis ver mortinho da silva. Apesar disso, segurei a onda, não fiz mais barraco, não xinguei mais e não o deixei.
Sim, ainda estamos juntos. E não, eu não sou uma mulher que sofre da falta de amor próprio. Simplesmente sou prática: temos muitas contas juntos, compromissos de uma "vida de casal", logo...
Em determinado momento, alguém me disse: Nani, wake up.
E assim foi, como se eu acordasse de um sono profundo (ou pesadelo?). Recuperei aquela parte de mim que estava meio perdida, escondida atrás de um relacionamento falso, cheio de mentiras. Passei semanas tentando descobrir o que tinha sido verdadeiro e o que era teatro. Desisti de descobrir, afinal, não importa mais. O que está feito, está feito.
Com isso, voltei a pensar em mim e não no tal "nós". Decidi perder uns quilos e pesquisei o preço em algumas academias (é, o complexo de Bridget Jones voltou com tudo). Também voltei a me emperiquitar toda, até pra ir trabalhar, afinal, mulher mulambenta não atrai olhar de ninguém e no momento, o que mais preciso é dar uma turbinada na minha auto-estima. Decidi mergulhar no trabalho também. Primeiro porque posso conseguir minha promoção e segundo, porque me ajuda a não pensar merda. Assim, estou trabalhando muito, voltei a ver minhas amigas, estou me divertindo, e tenho mil planos . Ainda que não os coloque em prática, vale a pena me certificar de que sou independente e de que estou viva após o doloroso pós-quase-pé-na-bunda. Como diz um amigo, homem só muda o tamanho do pinto e o número da conta bancária, então...

Meninos, tô na área!!

sábado, dezembro 27, 2008

Gotas de tristeza...


This is the end

Beautiful friend

My only friend, the end
Of our elaborate plans, the endOf everything that stands, the endNo safety or surprise, the endI'll never look into your eyes...again


É o fim

Querido amigo

Meu único amigo, o fim
De nossos planos detalhados, o fim

De tudo que está de pé, o fim
Sem segurança ou surpresa, o fim

Nunca vou olhar em seus olhos outra vez...

Música “The end”, do Doors


Acabou-se. Simples assim, como fumaça no ar. De tudo o que planejamos, sonhamos, vivemos, não sobrou nada. Um resto de mim, destruída, diminuída, machucada. Dói pensar que terminou, mas dói mais ainda pensar na forma estúpida que foi. Com mentiras, traição e um “estou apaixonado por ela” seco, nervoso. Nada de conversa honesta, de respeito por tudo o que vivemos, respeito pela nossa história, nem de preocupação com meus sentimentos. Foram quase cinco anos e não sobrou absolutamente nada...Me sinto tão inerte, tão impotente, tão fragilizada que me falta ar. Choro compulsivamente há dois dias e me pergunto por quê. Nem sei se isso importa (provavelmente não), mas para alguém nessas condições essa é a pergunta que não quer calar. Eu errei? Onde? Por que não me disse? Por que não me dispensou antes? Por quê?? A frase dele ecoa na minha cabeça...”estou apaixonado”....De repente me sinto um estorvo, um fardo, alguém inconveniente, que está atrapalhando o nascimento de um grande amor (tomara que os dois morram afogados nesse amor maldito).
Queria dormir por meses....anos.....Acordar e descobrir que estou velhinha, sentada em uma confortável cadeira de balanço fazendo tricô, enquanto meus netos brincam no chão da sala...Infelizmente tenho que suportar essa dor que parece me dopar, que atrapalha meu raciocínio, que faz as lágrimas escorrerem descontroladamente enquanto escrevo...

segunda-feira, outubro 13, 2008

O retorno



Meu Deus!!! Quase 1 ano sem escrever nada!!

Bom, certamente não foi por falta de assunto e sim pura falta de tempo.

De lá pra cá muita coisa aconteceu: no trabalho mudei de chefe uma, duas, três... quatro vezes!!!

To viajando muito, escrevendo muito, conhecendo muita gente. Esse mês tem um sabor especial porque uma das minhas matérias foi extremamente prazerosa de fazer. Foi cansativa, mas curti muitoo!!E ainda é capa do mês.

Agora também tenho um namorido. O duro é conciliar minha atribulada vida profissional com o papel de mulher "do lar". Foda. Descobri que casar não é bem como brincar de casinha. Quando a gente mora com alguém é tudo complicado. Da pasta de dente apertada na metade e toalha molhada na cama à divisão das contas. Sozinha é mais tranquilo. Ainda assim, está sendo proveitoso, já que é bom estar na companhia de quem se gosta. Eu classifico de colo 24 horas, que ajuda a recarregar a bateria. O bom é que, quando começa ficar um tantinho chato, as viagens permitem um novo fôlego.

Nesse final de semana, por exemplo, esqueci a fria e cinzenta paisagem paulistana e fui respirar o ar quente de Fortaleza. Um fds maravilhoso, regado a muito peixe, passeio nas dunas, sol escaldante e bate-papos deliciosos nos quiosques em frente à praia. Quando voltei, estava totalmente renovada, pronta para encarnar de novo o papel da mulher moderna, que se desdobra pra ser Amélia, profissional, mulher e mãe.
Paisagem linda 1: A vista do hotel da bela Recife
Paisagem linda 2: O charmoso restaurante em Porto Velho, em frente ao rio Madeira