Ontem, ao sair do trabalho, me deparei com uma das cenas mais bizarras (e, por incrível que pareça, mais comuns) da minha vida.
Peguei um ônibus lotado, porque se não houver o “calor humano” no fim do dia, o pobre não dorme feliz.
Enfim, sentei perto da janela e logo à minha frente um cara, novinho, de uns 18 anos. Assim que o ônibus saiu, eu, cansada, meio sonolenta, dei uma olhada casual para a rua. Ao invés de ver o mundo lá fora, deparei com o tal fulano numa briga incessante para tirar uma catota do nariz.
Minha primeira reação foi a de surpresa, afinal, quem teria coragem de fazer uma coisa nojenta como aquela em meio àquele povo todo? Ele, apesar de enfiar 90% do dedo no coitado do buraco, vasculhando o que parecia ser uma catota impossível, tentava (inutilmente, claro) fazer a coisa discretamente.
Morta de nojo, senti que minha expressão tinha mudado e percebi que na minha testa estava escrita a famosa frase pela qual todo mundo me conhece “Ai, q nooojo!!!”. Ele, incessantemente, buscava aquela coisa que, pela dificuldade, comecei a achar que era imaginária e que ele estava , na verdade, “curtindo” aquele lance de limpar o salão. O que pareceu uma eternidade depois, vi que ele deu uma pausa. “Saiu”, pensei. De repente, porém, eis que a criatura investe fervorosamente no outro buraco (vulgo narina). E fazia isso com tamanha empolgação que eu achei que ele estava vasculhando o cérebro e que provavelmente dali a cinco segundos começaria a sair a massa cinzenta do infeliz! Mas não, a cena durou quase o trajeto todo. Era um tal de cutucar, cutucar, olhar para o dedo, cutucar de novo, olhar para o dedo, cutucar, esfarelar, cutucar, esfarelar (e ele esfarelou tanto que achei que ele não era um “jovem rapaz” e sim uma grande e nojenta fábrica de catota!).
A essa altura, eu já não sabia se ria ou se chorava. A cena era deprimente. Mas conseguiu ficar pior. 2768974695283754 cutucadas depois, ele finaliza lambendo o dedo. Arghhhhhhh!!! E ainda deu uma olhada no vidro, como se verificasse que não tinha mais nada naqueles dois pobres buracos....
Ah.....Vocês não têm idéia da minha cara.....O meu estômago ficou embrulhado e achei que fosse vomitar. Mesmo assim, não contive o riso....comecei a ter espasmos, segurando aquela gargalhada que tanto luto pra não deixar escapar. O cara do meu lado começou a me olhar, certamente me achando uma louca. E eu, rindo sozinha, achando aquela situação absurda, só pensava em uma coisa: POR QUE OS HOMENS SÃO TÃO NOJENTOS??? Essa cena jamais seria protagonizada por uma mulher, por que elas não tem estômago pra isso! São educadas e higiênicas. É o mesmo caso das freada de bicicleta!!! Imperdoàvel!
Segundo a Danuza Leão, palito de dente não se usa nem no banheiro, com a luz apagada. Pois eu discordo. Homens, CATOTA a gente não tira em público, JAMAIS!!!! No máximo, no banheiro!!! Pelo amor, né???!!!!
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