segunda-feira, novembro 26, 2007

Boss novo. Ou melhor, Bossa nova


Estou de chefe novo. Ou melhor, nova. Vânia. Dois anos em Londres, um marido, sem filhos, experiência em grandes jornais, mas em revista não muita. Riso fácil, voz suave, jeito de quem está realmente interessada em fazer a coisa decolar. Foi o que apurei até agora. Apesar de saber que leva algum tempo até formarmos opinião sobre alguém, minha primeira impressão foi boa. Me pareceu alguém fácil de conviver, que ouve, pergunta, presta atenção nas respostas. Nada de Hatsumomo na meia-idade. Falando nisso, não fiquei feliz com a saída dela, apesar de tudo. Nem triste. Acho que fiquei aliviada apenas. Aprendi a não guardar rancor, muito menos a dedicar espaço na minha vida e na minha cabeça às pessoas que não me acrescentam em nada. De certo modo, agora estou me sentindo mais solta, com a sensação de que posso trabalhar melhor.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Essa é pra macho!!!


Adoro a VIP. É machista, idiota e fútil, mas tão bem escrita e com tamanho bom-humor que eu não resisto. Leio sempre que posso! Não troco uma VIP por 10 Novas ou Cláudias. Essas são totalmente escrotas e sem sentido. Como uma revista que se diz para o público feminino acima de 30 anos gasta quase todo o seu editorial fazendo matérias sem pé nem cabeça? “Como enlouquecer seu homem na cama”. “Descubra como fisgar um marido”. “Saiba como ser sexy”. E a clássica “Aprenda a fazer sexo oral”. Que mulher, aos 30 anos, ainda não sabe fazer um boquete??? Pior, aprender isso numa revista? É foda. Só falta eles entregarem uma banana junto, pra mulherada treinar em casa.
A VIP é revista de homem para homem e por isso mesmo consegue agradar. Tem aquele machismo idiota intríseco aos homens, mas é tão bem escrita que acaba ficando atraente. Faz uma verdadeira apologia ao sexo sem-vergonha, à pegação desenfreada, incentiva os homens a serem canalhas. Ainda assim, os textos são interessantes, os artigos inteligentes e as matérias boas, apesar de sempre tratadas sob a (limitada) ótica masculina. As legendas das fotos são ótimas! Impossível não rir. Há testes pra saber se o leitor é mala, guia rápido para conseguir sexo anal e assim por diante. A revista não faz a menor questão de ser refinada ou glamourosa como a maioria das revistas femininas tenta ser. Ela é simples e direta, falando de assuntos que interessam aos caras: sexo, futebol, sexo, cerveja, sexo, balada, sexo, viagens, sexo, música, e mais sexo... Cultua bundas e peitos sem pudor, principalmente bundas. Eles devem até ter um altar na redação. Ao contrário de alguns místicos, que têm o Buda sentado, os caras optaram por enfiar um “n” no Buda (com o perdão do trocadilho) e criaram o culto à BUnDA. O que eles devem ter lá não é uma imagem sentada do gordo Buda, mas alguma coisa mais definida, provavelmente de costas. Ou de quatro.
É uma revista machista, mas divertida. Se fosse um homem, seria aquele cara gostoso e gatíssimo, mas totalmente cafajeste. Aquele cafajeste de quem toda mulher foge, mas que no final das contas, sempre leva a gente no bico.

Crise


Depois de queimar os neurônios tentando decidir, tomei coragem e falei pro Ju que queria terminar. Um caos, claro. Gritou, xingou, esperneou, e fez a pergunta básica “por que?”. Eram tantos porquês que tive dificuldade em enumerar. Acabou o sentimento? Claro que não, sou apaixonada por ele. No entanto, tenho a sensação incômoda de que ele não vai me oferecer aquilo de que eu preciso: estabilidade, solidez, segurança. Diz que pretende casar, mas sinto que ele tem mil planos que ocupam o topo da lista de prioridades. Aos 26 anos isso é normal. Eu também não planejava muito nessa idade, achava que teria todo o tempo do mundo. Só que agora, aos 34 anos, sinto meu relógio biológico tiquetatiar cada vez mais rápido. Estou às vias de comprar meu primeiro renew. “Cuidado, você esta ganhando peso. Pense bem, saiba como conduzir sua carreira. Tome cuidado, senão daqui a pouco não vai mais poder ser mãe de novo. ” Pra ajudar, tem sempre algum desavisado que pergunta “Você ainda não casou?”, como se eu fosse um caso digno de estudo. Complexo de Bridget Jones, eu sei, mas é natural em qualquer mulher, principalmente em uma com mais de 30, mesmo as mais seguras. O fato é que ele acha que podemos esperar e eu não. Quando duas pessoas têm planos tão diferentes, como fazer dar certo? Ao mesmo tempo, não queria que alguém ficasse comigo por pressão, como vejo algumas amigas fazendo. O cara tem que querer. Esse papo de que TEMOS que casar porque estamos juntos há um tempão é ridículo. Quero casar com alguém que esteja a fim, que queira curtir uma vida a dois, que queira somar. Eu e ele estamos apenas dividindo. Sonhos, planos, desejos. E o que é pior, contas! É foda, mas to numa fase onde curto ser um pouco Amélia. Não abro mão da minha profissão, amo o que faço, mas também curto essa “Amelice”. Gosto de ficar em casa, cozinhar, ver um filminho, me aninhar com alguém no edredom. Conversamos muito e ele acabou me convencendo de que nos gostamos demais para desistir assim. O lema é “que seja eterno enquanto dure”, então, vou aproveitar enquanto houver sentimento.

Eterna



Estava olhando as últimas fotos que a Marylin Monroe fez, no hotel hotel Bel Air, em Los Angeles, pouco antes de morrer... Linda. Algumas fotos mostram uma Marilyn um tanto cheinha para os padrões atuais (detalhe da dobrinha na foto), mas já é sabido que hoje a Srta. Monroe seria considerada gordinha . Talvez até nem fosse um sex symbol. De qualquer forma, ela continua sendo uma deusa, minha Pin Up preferida. E estimula nós, pobres mortais, preocupadas com nossas gordurinhas, a relaxarmos um pouco.

Pin-Ups & Tatoos


Fiz minha primeira tatuagem!! Pois é, criei coragem e numa homenagem à beleza e sensualidade de todas a pin-ups, inclusive as modernas, desenhei duas cerejas no ombro. Valeu a pena todo o nervoso, medo e dor que passei. Estou me sentindo tão sexy! É difícil escolher um desenho pra por no corpo, principalmente sabendo que o troço vai ficar lá pra sempre. Como tenho bom senso, não queria fazer uma coisa no calor do momento. Sim, porque aos 20 anos é legal fazer uma tattoo, um lindo pássaro de asas abertas, por exemplo. Só que com o tempo, e a conseqüente flacidez da pele, o desenho não continua o mesmo. Assim, aos 60 anos é bem provável que as asas do pobre pássaro estejam totalmente caídas. Lembrei que uma vez fomos a um bar e lá tinha uma figura assim. Tinha por volta de 60 anos e várias tattoos. Estava com um grupo de amigos e parecia totalmente á vontade com a “galera”. Ainda assim, aquilo me pareceu totalmente estranho para uma senhora idosa. Era como se ela estivesse tentando recuperar o tempo perdido. Meu irmão cochichou no meu ouvido “é você amanhã....”. Analisando tudo isso, cogitei um milhão de desenhos, pensando aquilo ficaria dali a alguns anos. Dependendo do que eu fizesse seria vista não como uma velhinha assanhada, mas uma velhinha sem noção. Meus pais me deserdariam e meus netos iriam perguntar “Vovó, isso aqui era o quê?” Pensei bem antes de escolher, mas a idéia foi mesmo do Ju. Ele sabe o quanto curto pin-ups e achou que ficaria lindo em mim, além de não ser nada grosseiro. Acabei concluindo que como primeira tatoo, essa era a ideal. Uh-la-lá!!