sexta-feira, março 09, 2007

Por que optar pelas mulheres com mais de 30?


"A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30.

Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.

Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na TV, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer... E geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer.

Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa
confessar seus pecados... elas sempre sabem...

Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela.
Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...

Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!

Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30
anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca,
pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas!

Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber
o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia
80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro
só para ter uma lingüiça!

Nada mais justo!"

Arnaldo Jabor

quinta-feira, março 01, 2007

World Pink: o mundo das amigas


Quem consegue definir o verdadeiro significado da amizade? Rita Lee sabiamente tentou decifrar essa “relação”, dizendo que amizade é amor sem sexo. Mas o que, necessariamente, une pessoas com personalidades, conceitos, estilos e idéias diferentes? O que as torna próximas e ligadas de uma forma, muitas vezes, incompreensível? É justamente o amor, esse sentimentozinho estranho, que nos faz nutrir admiração e respeito por pessoas que são completamente diferentes de nós. Só que o amor, segundo alguns, “inventado” por nós e próprio do ser humano, vem carregado de outros sentimentos: ciúmes, mágoa, possessividade, carência....
Assim, como na relação homem-mulher, também o amor entre amigos pode sofrer rupturas, guardar ressentimentos, trazer a sensação de abandono e desprezo. O amor, independente da forma que venha, é um sentimento que nos faz depender de alguém, da receptividade e aceitação do outro. E assim como em namoros ou casamentos, a amizade também requer uma boa dose de paciência e, principalmente, de cultivo. A amizade precisa ser cultivada. E muito! Talvez até com mais cuidado do que os relacionamentos amorosos.
Amigas são companheiras, pessoas que permanecem juntas, se ajudando mutuamente em busca de crescimento, aprendizado, compreensão. Através das amigas podemos descobrir um pouco mais sobre nós mesmas, ver mais claramente os nossos defeitos e tentar corrigi-los, mas principalmente, acreditar que temos alguém ali, sempre que precisarmos. Apesar de renegadas a segundo plano, são as amigas que agüentam o tranco dos zilhões de problemas que temos.
É para elas que contamos nossos medos, sonhos, segredos, seja no banheiro de alguma balada, na mesa da cozinha tomando um café ou em horas intermináveis penduradas no telefone. É pra elas que perguntamos sobre o novo corte de cabelo, a cor adequada, pedimos receitas de creme pra pele, pras mãos, dicas de dietas e receita de gororoba pra passar no cabelo.
É pra elas que perguntamos se estamos magras, gordas (e só elas nos dizem a verdade, enquanto o cretino do namorado mente dizendo “você tá óóóóóótima, morrrr!”), feias, que chamamos pra comprar calcinha, pra ir no ginecologista, que pedimos dicas de motel, pra irmos fazer AQUELA farra. É pra elas que ligamos sempre, pra contar os detalhes da farra, detalhes do fulano que beijamos na balada, do cara que nos cantou na rua, no ônibus, na lotação.
É pra elas que reclamamos dos nossos pais, maridos, filhos, parentes, porque sabemos que elas entenderão e dirão que também têm uma família complicada. É pra elas que pedimos conselho (mesmo que a gente não ouça ou não acate) e opinião sobre tudo que nos aflige. É pra elas que contamos sobre aquela a unha encravada, aquela dor no pé insuportável (por causa de um sapato novo), dor de barriga, no coração ou em qualquer outro lugar. É pra elas que contamos quando estamos loucas pra dar, qual nossa posição preferida, se gostamos de sexo anal, oral, se fazemos strip ou sobre uma lingerie nova.
São elas que fazemos de psicólogas, terapeutas, psiquiatras e até mãe de santo, já que algumas são capazes de fazer qualquer despacho pra te ajudar. São elas que nos dizem quando estamos chatas, erradas, inseguras ou simplesmente que fomos mordidas pelo bichinho do ciúme, da incerteza, da burrice.
São elas que nos ajudam a levantar depois de uma queda estrondosa, como um pé na bunda fenomenal ou a descoberta de que o amado se encantou com uma vaquinha qualquer.
É pra elas que corremos quando estamos sem grana, quando precisamos usar o cartão de crédito, usar o cheque ou apenas pedir um troco emprestado. É pra elas que pedimos socorro em 99% das merdas que os homens aprontam. É no ombro delas que choramos por causa deles, por causa da falta de grana, por causa daquela invejosa no trabalho, do emprego chato e do chefe asqueroso.
É com elas que dividimos muitas lágrimas, mas muitos risos também. Só elas são capazes de nos fazer rir até doer a barriga, porque são as únicas que conseguem rir das coisas estúpidas que fazemos, sem nos acusar ou nos chamar de retardadas.
É com elas que dividimos a conta do bar, da balada, da pizza, do táxi, do trem, do metrô, que nos dá carona ou empresta o bilhete único, se estamos no auge da pobreza. São elas que nos ensinam técnicas de maquiagem, qual absorvente é mais legal, como funciona a pílula do dia seguinte, indicam chá milagroso para fazer descer, nos dão os endereços das melhores sex-shops.
É para elas que contamos as fantasias que o amado insiste em querer realizar com a gente ou sobre aqueles dias em que parecemos possuídas e pedimos para ser chamadas de cachorra ou coisa parecida. Também são elas que nos alertam se o escolhido tem um comportamento suspeito, como sintomas de viadagem, ego inflado ou cafajestice aguda.
Com tudo isso, fica impossível dizer que amigas não são importantes. Importantes só não, fundamentais eu diria. Família você ama incondicionalmente, sem escolha ou chance de questionar se é a melhor ou a adequada. Mas amigas....essas você pode escolher. Melhor que isso, você é ESCOLHIDA para fazer parte da vida delas como uma peça-chave. Ser amiga representa criar um vínculo com pessoas com as quais nos espelhamos, seja porque se parecem conosco e falam a nossa língua, seja porque são diferentes de nós e podem nos ensinar outras formas de se ver a vida. Independente de qualquer coisa, ninguém vive sem elas. Nem eu sem as minhas.

Minhas Carries - 1ª Parte


Carrie 1


Filmes de terror sempre me fascinaram. Não por escolha, devo esclarecer, mas por puro acaso. Como sou da época em que TV a cabo não existia e as crianças assistiam ao que passasse, acabei vendo muito vampiro, bruxa, lobisomen e afins. E foi assim que desenvolvi o gosto pela coisa. Também foi por acaso que numa noite me deparei com a primeira Carrie da minha vida. O Filme era “Carrie, a estranha” e encarnando a personagem, a atriz Sissy Spaceck. Eu não fazia a menor idéia sobre o tema do tal filme, mas resolvi assistir. Sissy, com aquela fisionomia estranha, com uma beleza gélida de morta-viva, dava medo, claro. Mas também aparentava uma enorme fragilidade. A gente olhava pra ela a gente e não sabia se tinha vontade de dar colo ou sair correndo. No desenrolar do filme, descobri que ele tinha um roteiro interessantíssimo: uma adolescente tímida e sem amigos, filha de uma beata louca, que não deixa a coitada se relacionar com ninguém, descobre que tem poderes telecinéticos. Hoje, talvez a fórmula já esteja meio batida, mas naquela época, no auge dos meu 13 ou 14 anos, aquilo era o máximo! Me identifiquei logo com a pobre Carrie, sozinha e infeliz, feia e sempre ridicularizada pelos colegas na escola. Também eu era uma adolescente feiosa, cabeçuda, magrela, sem muitos amigos. Formei um pequeno grupo com outros "excluídos", igualmente feiosos com eu, claro. Nossa única vantagem era ir bem nas provas, mas até isso parecia ser um estigma e logo ganhamos o carinhoso apelido de CDFs. Nem de longe lembrávamos os deuses da escola, criaturas que mal tinham saído das fraldas, mas que já olhavam para o mundo de cima para baixo. Nós, éramos os anônimos, figuras apagadas escondidas pelos cantos. Apesar de dizer o contrário, ficávamos imaginando como era ser a rainha da escola, sonhando com o assédio e esse poder sobre os meninos. Mesmo porque, toda menina fica quer ser uma linda mulher, mas a maioria acaba meio confusa quando entra na adolescência. Algumas se tornam adolescentes lindas, sim, cumprindo a promessa de “mulherão”. Outras, como o meu caso, vão crescendo desordenadamente e logo estão com peitos enormes, pernas que não acompanham a evolução peitoral, um cabelo que nunca consegue controlar e a cara cheia de espinha. Pra completar, o garoto que a gente gosta sempre faz piadinhas a nosso respeito e anda pra cima e pra baixo desfilando com uma das deusas da escola. Só lembra da nossa existência em dia de prova. Assim, quando vi Carrie, no final do filme, numa cena onde jogam sangue de porco nela, ridicularizado a coitada diante de todos e ela decide se vingar, lançando aquele olhar gélido e arremessando objetos, matando todo mundo, percebi que ela tinha virado minha musa. Sim, porque ela representava todas as adolescentes feiosas do mundo, inclusive eu. O próprio Stephen King (maravilhoso!!), autor do livro que originou o filme, declarou que se inspirou em adolescentes “excluídas” socialmente para escrever a obra. Segundo ele, ficou impressionado em como tem garotas que sofrem com esse tipo de problema. Pois é, as pessoas nem imaginam....Eu, por exemplo, durante dias, meses, anos mantive o desejo secreto de poder ter poderes telecinéticos para esmagar a cabeça daquele povo que me zoava na escola!! Que faziam piadinhas cruéis, mas sempre pediam ajuda na hora de entender português, literatura ou qualquer outra coisa. Descobri que se tornar adulta não era assim tão fácil. Sem comentários....Ainda bem que essa era acabou!!! Sissy Spaceck? Virou a mãe da Samara Morgan (Minha musa mirim!), no filme “O Chamado 2”. Mas descobri que olhar pra ela ainda dá medo.....

Minhas Carries - 2ª Parte


Carrie 2


Já com 30 anos, devidamente curada do complexo de inferioridade, madura e segura, eis que surge minha outra Carrie. Inteligente, simpática, espirituosa, enfim, encantadora! Nada a ver com a primeira, tão problemática. Óbvio que me identifiquei à primeira vista. Uma das personagens do seriado de TV “Sex and the City”, Carrie, interpretada pela atriz Sarah Jéssica Parker, tem muito da pessoa na qual me tornei hoje. Prepotência? Não. Acho que ela tem muito de toda e qualquer mulher solteira, com mais de 30 anos. Talvez o charme dela seja justamente fruto da idade, pois é nessa fase que descobrimos mais sobre nós mesmas, é onde buscamos melhorar, é quando aprendemos a valorizar as coisas boas da vida. Outra vez, resolvi comparar. Como eu havia mudado tanto? Daquela adolescente feia e rejeitada sobrou pouco, ou quase nada. Também, pudera! Haja auto-análise para tentar descobrir o que tinha de errado. Aí descobri que NÂO TINHA nada errado, eu só precisava ser eu mesma, não me preocupar com ninguém. Eu tinha meus valores, afinal todo mundo tem. Acho que daquela adolescente tímida e complexada só restou o eterno espírito não de CFD, mas de alguém que gosta de usar o cérebro. Outro dia ouvi o seguinte comentário num filme: “mulheres que são feias na adolescência, mas que ficam bonitas depois são as melhores, porque enquanto são feias, criam um mecanismo de defesa e desenvolvem uma inteligência incrível. Com o tempo, acabam aprendendo a se cuidar e ficam bonitas e aí se tornam completas”. E não é que isso pode ter um fundo de verdade? O fato é que essa Carrie é um dos meus ídolos atuais. É uma personagem rica, moderna, verdadeira. Traz à tona os anseios e desejos das mulheres solteiras, independentes e que sabem aproveitar a vida. Esclarece muito sobre relacionamentos. E, apesar dos homens não entenderem o porquê do sucesso dela e até mesmo do seriado em si, nós mulheres entendemos perfeitamente. Reconhecemos os assuntos que ela aborda em cada episódio. Talvez até muitas de nós tenham um Mr. Big, aquele cara maravilhoso, que nos envolve numa relação complicada e cheio de altos e baixos. Temos amigas que estão sempre ali quando precisamos. Temos problemas de todo tipo, mas tiramos tudo de letra e sem descer do salto!Enfim, foi ela que nos mostrou como é deliciosa a vida de solteira e o quanto é bom ter amigas. O mais engraçado de tudo é que a própria Sarah nunca havia feito um papel glamouroso. Boa parte de seus papéis era secundário, porque ela nunca foi dotada de uma beleza estonteante. É baixa, magra, do tipo mignon. Mas inspirou milhares de mulheres no mundo todo, ao exibir uma personagem tão cativante. Carrie mostrou ao mundo que podemos ser maravilhosas, mesmo com um nariz ligeiramente exagerado e sem possuir um rosto como o da Angelina Jolie ou um corpo como o de Beyonce Knowles. Viva a maturidade!!!!!! E, meninas, nada de desespero....Na adolescência somos uma coisa, quando crescemos, nos tornamos outra. Calma, essas espinhas vão sumir!!