sexta-feira, novembro 19, 2010

Deuses da comunicação



O jornalismo continua me impressionando. É uma profissão deliciosa, que pode te levar a momentos de pura realização e sensação de dever cumprido. Em contrapartida, é uma profissão que facilmente te desvirtua e não é raro perceber alguém perdendo noção da realidade e se esquecendo da ética, do profissionalismo e do verdadeiro significado da profissão. Depois da expressão “quarto poder”, muitos jornalistas deixaram de ser meros mortais e tornaram deuses.
Esta semana passei por uma situação que me evidenciou isso: demiti uma repórter. Era para ser uma coisa simples, já que ela ainda estava em experiência. Não tinha o perfil da empresa e também não sabia se queria continuar aqui – disse isso inúmeras vezes, sem cerimônia e em ocasiões diferentes.
A reação dela, porém, me deixou surpresa. Saiu revoltadíssima, garantindo que diria a todos que eu a tinha demitido. ???. Uma ameaça, mas na hora nem percebi. Algumas ligações depois, saiu batendo o pé, com nariz empinado e, com um ar de puro deboche, disparou: “Estou indo para a revista X”. “Ótimo”, pensei. Vá com Deus e a pomba do divino, como diz minha sábia mãe.
Mais tarde, avaliando a situação, me perguntei o porquê de tudo aquilo. Que tipo de pessoa age assim? Alguém que trabalhou em Brasília. Alguém que tem um namorado também jornalista e, dizem, mega conceituado. Que trabalhou em ministério e jornal de grande circulação. E daí? Nada justifica os absurdos ditos, a ameaça, o tom de desdém em relação à empresa que estava deixando. Até agora não sei se foi a demissão em si, a minha justificativa ou o fato de termos discutido um pouco antes, por causa de algumas alterações que ela se recusou a fazer em uma matéria. Qualquer que seja o motivo, mostra que ela se julgava boa demais para trabalhar comigo ou com a equipe. Aliás, ao que parece era boa demais também para atuar no ministério ou no jornal (uma amiga em comum disse que ela saiu rápido de ambos os lugares e brigando com as respectivas chefias).
Uma pena. Era competente, apurava bem e tinha um bom texto. Mas pelo jeito, se julgava acima da profissão. Acho que ela tinha chegado ao perigoso estágio de se imaginar integrante do olimpo da comunicação, sendo um daqueles seres iluminados, que pode fazer ou dizer o que quer sem sofrer nenhuma conseqüência. Um erro comum, já que jornalistas são pessoas comuns e um veículo de comunicação é uma empresa como outra qualquer.
Talvez ela tenha se inspirado em Mercúrio, deus dos escritores, intelectuais e jornalistas, e que representa a inteligência e a comunicação. Só que Mercúrio também proteje aos ladrões e é considerado o mais trapaceiro dos deuses, justamente pelo poder da comunicação. Talvez ela devesse se espelhar mais em São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas. Ou mesmo em Santa Clara, que protege contra a falta de comunicação...

domingo, novembro 07, 2010

Como uma deusa



O que não é o ócio...a pessoa fica em casa, sem ter o que fazer, aí começa a fuçar em sites e se depara com a seguinte chamada:

“Depois de quase perder a mandíbula por cirurgia malfeita, Pete Burns faz plástica”

Ah vá!

O vocalista da banda Dead or Alive disse ter feito lifting e corrigido a área dos olhos. “Mexer no rosto para mim é como comprar um sofá”


Perdoem o trocadilho, mas a notícia é fresca, porém não exatamente uma novidade: mais uma plástica feita pelo(a/??) ilustríssimo cantor inglês Pete Burns? Só falta isso mesmo, arrancar um teco. Já mexeu onde deu, mudou tudo de lugar e agora só falta tirar alguma coisa para virar de uma vez uma coisa totalmente disforme. "Ô seu médico, perdi a mandíbula? Blz! Põe uma de aço no lugar. Assim, ao invés de transformista vou parecer um transformer! Praticamente o Optimus Prime!!"

Bom, de cara, esclareço que o caso Pete Burns me intriga. O Pete, essa criatura que mais parece uma mistura mal acabada de Rosana com Cher (e primo da Elke Maravilha), já foi um homem – muito bonito, diga-se de passagem. Nos anos 80, ele foi vocalista da banda Dead or Alive e me fez dançar muito ao som de músicas como “You spin me round” e “Come home with me baby”. Só que surtou ao deixar que a alma feminina passasse a ditar sua aparência - uma alma de tremendo mau gosto, devo ressaltar.

No auge do sucesso, o Pete era fofésimo e, apesar do comportamento, digamos, atrevido (usava maquiagem carregada, roupas coladas, unhas compridas e pintadas e desmunhecava ao ver um bofe que era tudo!), garantia ser um homem bem resolvido, tanto que era casado com uma mulher, como determina o manual hétero. Não era gay, apenas um homem moderno e “aberto a novas experiências”. Aham. Até aí, tranqüilo.Com o fim do casamento de mais de 25 anos, Pete assumiu o lado Rosana, com direito a bochechas e lábios absurdamente inchados, além de outras 100 intervenções no rosto e corpo. Ah, e aproveitou a libertação para casar com outro cara. Tipo...Hello?? Cadê o homem resolvido??? Resolvido a agarrar um bofe, pelo jeito.

O fato de ter se assumido não é nada. Se tivesse se assumido e continuado gatinho, faria o maior sucesso. Ia ter fila de bofe querendo dar uma sapecada. O grande problema é ter decidido virar mulher e ter se transformado numa baranga de prima!! Pete, meu filho, podia até ter mudado de sexo, mas podia ter continuado bonito. Vide aí exemplos tupiniquins, como Roberta Close, Renata Finsk e até a amiga do jogador Adriano, Patrícia Araujo. Todas são mulheres(!?) esplendorosas. Agora você....que boca é essa?? Aliás, a cara toda parece que vai explodir a qualquer minuto, de tão inchada - resultado das injeções de poliacrilamida. Os cachos já eram e agora ele ostenta uma longa cabeleira lisa e preta, em contraste com a pele branca, num visual meio Morticia Adams. Mas o erro mortal foi deixar a pança de chopp (tão comum nos homens) crescer. Parece uma Rosana/Cher/Morticia/Elke Maravilha prestes a parir um alien. Pior é que ele(a) já tem 51 anos, o que significa que começou a descer a ladeira. E as roupas, meu Deus?? É cada peça horrorosa, com cara de bazar mequetrefe organizado pela manicure vizinha da minha mãe. Já apareceu loiro, moreno e até com o cabelo verde. Não adianta, não há Marco Antonio di Biaggi e Fernando Torquatto que dêem jeito numa aparência tão bizarra.

O que ele(a) vai fazer quando aparecer mais rugas e pés de galinha?? Esticar mais? Não é à toa que a mandíbula quase foi pro buraco. Agora imaginem a criatura feia do jeito que é, e sem mandíbula!!! E pensar que ele foi só “corrigir os olhos”. É, ainda está enxergando - isso deve ser ruim. Resumindo, o Pete é doido de pedra e encontrou um mais doido ainda disposto a casar com ele. O que me faz pensar na minha mãe dizendo que para todo pé inchado, tem sempre um chinelo velho. Vale a pena ver o antes e o depois da criança:

















sábado, novembro 06, 2010

Rock nacional de qualidade


É totalmente imersa em nostalgia que escrevo este post.
Estou com a veia oitentista mais saltada do que nunca, culpa do último episódio do programa “Por toda a minha vida”, da Globo, que falou sobre a banda RPM.
Ah, minha adolescência....Quanta saudade!!
Ao som de Louras geladas, Olhar 43, Revoluções por minuto e até da enigmática Naja, eu curti muito. Mesmo! Até fui a um show deles (só não lembro onde...rs). É maravilhoso ouvir aquelas músicas outra vez e perceber o quanto o Paulo Ricardo era um ótimo letrista. Apesar dos anos, muitas letras se mantiveram totalmente atuais, como em Alvorada voraz. Foi uma loucura o sucesso deles: a mulherada era histérica, enlouquecida, especialmente com o Paulo Ricardo e o Deluqui (realmente, ambos um espetáculo, apesar do mullet horroroso e das ombreiras gigantes). As letras eram fortes, inteligentes, bem escritas e cheias de mensagens. E ainda tinha o Schiavon, com os sintetizadores dando um toque modernoso à coisa toda. Sucesso instantâneo, queda idem. Uma pena, já que a banda acabou meio esquecida pela galera. Acho que ego foi mesmo um problema, mas não muda o fato de os integrantes serem talentosos e merecerem respeito - ainda que o Paulo tenha cometido algumas gafes terríveis, como bancar o semi-Wando durante um período. A verdade é que os caras venderam mais de 3 milhões de discos e viraram lenda. Bom, eu continuo navegando pelos mares dos anos 80, guiada pelo RPM, Zero, Metrô, Ultraje a Rigor, Biquíni Cavadão.....Nessa época sim, existia rock brasileiro!