
É totalmente imersa em nostalgia que escrevo este post.
Estou com a veia oitentista mais saltada do que nunca, culpa do último episódio do programa “Por toda a minha vida”, da Globo, que falou sobre a banda RPM.
Ah, minha adolescência....Quanta saudade!!
Ao som de Louras geladas, Olhar 43, Revoluções por minuto e até da enigmática Naja, eu curti muito. Mesmo! Até fui a um show deles (só não lembro onde...rs). É maravilhoso ouvir aquelas músicas outra vez e perceber o quanto o Paulo Ricardo era um ótimo letrista. Apesar dos anos, muitas letras se mantiveram totalmente atuais, como em Alvorada voraz. Foi uma loucura o sucesso deles: a mulherada era histérica, enlouquecida, especialmente com o Paulo Ricardo e o Deluqui (realmente, ambos um espetáculo, apesar do mullet horroroso e das ombreiras gigantes). As letras eram fortes, inteligentes, bem escritas e cheias de mensagens. E ainda tinha o Schiavon, com os sintetizadores dando um toque modernoso à coisa toda. Sucesso instantâneo, queda idem. Uma pena, já que a banda acabou meio esquecida pela galera. Acho que ego foi mesmo um problema, mas não muda o fato de os integrantes serem talentosos e merecerem respeito - ainda que o Paulo tenha cometido algumas gafes terríveis, como bancar o semi-Wando durante um período. A verdade é que os caras venderam mais de 3 milhões de discos e viraram lenda. Bom, eu continuo navegando pelos mares dos anos 80, guiada pelo RPM, Zero, Metrô, Ultraje a Rigor, Biquíni Cavadão.....Nessa época sim, existia rock brasileiro!
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